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Mulheres x Jogos de tabuleiro

09/03/2010


Mesmo com o aumento da popularidade dos jogos de tabuleiro, as mulheres ainda são um público que pouco se aventuram nas artes dos jogos. Percebe-se que a grande maioria das mesas de jogas - para não citar a quase totalidade - ainda é composta de homens. Vários fatores que contribuem para que isso aconteça são observados por aqueles que são apaixonados pelos tabuleiros, entre eles: intimidação, justamente pela quantidade de homens participantes; disponibilidade de tempo; cultura; temática, entre outros.

 

Em homenagem ao dia da mulher, a Ilha do Tabuleiro foi buscar a opinião de uma psicóloga para aprofundar um pouco mais no tema e tentar descobrir o que acontece para as mulheres ainda estarem tão tímidas nesse meio. A psicóloga Andrea Volpato Wronski conversou com a gente e nos relatou um olhar psicológico sobre o assunto:

 

“Existe uma teoria na psicologia chamada Analise Transacional de Eric Berne que explica que o ser humano tem duas preocupações essenciais em sua existência:

 

1.       Obtenção de reconhecimento social (carícias);

2.       Estruturação de tempo para obtenção de reconhecimento;

 

Cada um de nós estrutura seu tempo da melhor forma possível,visando a obtenção de reconhecimento.  Para Eric Berne as formas de estruturar o tempo variam entre: isolamento, rituais sociais, passatempos, atividade, jogos psicológicos e intimidade.

Os jogos de tabuleiro quando não assumem caráter profissional (neste caso atividade) estão classificados como passatempos. Um passatempo é caracterizado pelo convívio informal e descontraído com as pessoas.

 

Os jogos de tabuleiro, assim como qualquer outro tipo de passatempo oferecem doses baixas de reconhecimento, mas proporcionam uma proteção a quem o elege, pois seu contingente de frustração é bem baixo. Não é a toa que é possível observar que das formas de estruturar o tempo, o passatempo é uma das formas mais eleita pelas pessoas.

Entretanto, fazendo um comparativo de gênero, observamos que os passatempos femininos são mais diretos, mobilizam um contingente relacional mais direto que os masculinos. Mulheres encontram-se para tomar chá e bater papo, envolvem-se em grupos para aprenderem algum tipo de atividade específica, etc.  Homens assim, como mulheres, adoram envolver-se em atividades de passatempo, mas aparentemente esse passatempo  parece ser mais produtivo, servir a um propósito maior.

 

O que vale ressaltar é que do ponto de vista psicológico, independente da maneira eleita para exercer nosso passatempo a finalidade emocional é a mesma:  obter gratificação social e reconhecimento de forma leve, alegre e sem envolver muita intimidade com os envolvidos.

 

Homens tendem a buscar mais jogos de tabuleiro do que mulheres, assim como mulheres reúnem-se somente para conversar. Ou seja, uma questão de gênero que nasce fruto de estereótipos sociais. É como se homens precisassem  dar uma roupagem mais séria para seus passatempos, e as mulheres apenas o realizam”.

 

Podemos perceber então, que já há muito tempo a cultura dos jogos de tabuleiro vem sido agraciada pelos homens, e conforme relatou Andrea, fica reforçada a questão cultural e de costumes. Fica então a opinião, mas é claro que há muitas mulheres que já compõem este universo e que servem de exemplo para outras pessoas que ainda estão descobrindo este fantástico universo.



Comentários

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Thiago Nunes ( 15-03-2010 17:42:41 )

mulheres!

apareçam mais vezes :-)

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leticia_2010 ( 14-03-2010 22:43:26 )

nao to nem ai para essa pesquisa, conheço varias mulheres que amam jogar jogos de tabuleiro

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silvapaulojose ( 12-03-2010 18:26:15 )

Em nosso grupo, a relação acaba sendo de um para um, pois, em geral, estamos em casais; o que percebo é que, ao menos meu grupo, as mulheres gostam mais de jogos estilo party game ou cooperativos. Os jogos com temática bélica, em geral, não são muito apreciados.

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Zedong ( 12-03-2010 15:36:46 )

No meu grupo de amigos a relação é de um para uma. Estamos sempre entre casais ou em grupos maiores formados por pessoas de ambos os gêneros e as mulheres curtem tanto os jogos quanto os homens. Acho esta análise forçada.

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cleopatra ( 09-03-2010 15:02:20 )

Pois é: mais uma tarefa para a Ilha e os Ilhéus!

Para mim o que importa é o jogo, independente se na mesa estão homens ou mulheres. Até porque a mesa de jogas provoca uma enorme socialização. As vezes os homens se assustam ao perceber que eu vou jogar, ficam intimidados por uma mulher sentar na mesa sem qualquer problema! Mas isso dura pouco tempo: quando o joga começa estes tabus são quebrados e a diversão é quem manda.
As mulheres participam pouco na Ilha também, até a Simone esta desaparecida!
O trabalho de difusão do hobby segue e o chamamento às Ilhoas também.
Enquanto isso, eu fico por aqui: rodeada de Ilhéus e me sentindo em casa!
Então ... vamos aos jogas!

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